terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Apenas amor.


Faltam dois dias para o ano acabar e tenho esperado ansiosamente. Parece que quando der 00:00h do dia 31 de dezembro a minha vida mudará para sempre. Não quer dizer que ficarei rica de uma hora pra outra, ou que vai aparecer o cara perfeito na minha frente. É só que eu tenho essa sensação de que o próximo ano será diferente, que eu serei melhor, que grandes cosias acontecerão comigo.

Quando uma etapa chega ao fim, sempre paro para pensar nas lições que aprendi, relembro os momentos de alegria e de tristeza, para eu saber que tudo passa. Sei que não vou me lembrar dos 365 dias do ano, mas o que vier à minha mente teve alguma importância pra mim. Houve dias em que eu poderia ter desistido, mas eu lutei. Houve dias também em que eu queria que o tempo parasse, para que eu nunca tivesse que ir embora.

O que eu quero levar desse período são as coisas boas. Mas essas coisas nem sempre são aquelas que nos deixam alegres. Muitas vezes um momento de tristeza nos ensina coisas surpreendentes. E talvez o choro tenha deixado meu coração mais leve e mais aberto para novidades, para novos sorrisos, novas tentativas.

Não gosto de pensar que estou ficando mais velha com o passar do tempo, mas sim que estou ficando mais experiente, mais forte, mais madura, que aprendi coisas boas, que vivi momentos bons e, principalmente, que eu amei. Amei a beleza das flores, amei o sorriso de uma criança, amei uma noite de sonhos bons, amei a mim mesma e amei as pessoas. E digo amar no seu sentido mais sincero e profundo. Como as crianças amam. Sem preconceitos e sem diferenças. Apenas o amor, na sua forma mais simples.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Amor.


Será que algum dia você acordou e, antes mesmo de abrir os olhos, pensou em mim? Será que, talvez, por um acaso do destino, num dia qualquer, você me enxergou em outro rosto quando andava pela rua? Será que quando tocou a nossa música na rádio você lembrou da primeira vez que a ouvimos juntos? Será que alguma lágrima rolou pelo seu rosto quando me viu na rua de mãos dadas com outro cara? Será que, ao ver o sol se pondo, você se lembra de que eu amava as cores do céu nesse horário?

Talvez você nem se lembre que eu existo. Talvez você nem sinta minha falta. Talvez eu tenha sido apenas mais uma. Talvez eu tenha te amado sozinha. E acho que amei por nós dois.

Se não se lembra, não prometi nada pra você. Não por medo de não cumprir as minhas promessas, mas por ter certeza de que eu não precisava de motivo algum para ficar do seu lado pelo resto da minha vida, te amando incondicionalmente. Se eu errei? Sim. E me arrependo todos os dias por cada palavra que eu disse e te magoou, por cada atitude idiota minha. Mas você também errou. Você mentiu. Disse que me amava, antes mesmo de eu ter certeza disso, mas você nunca me amou de verdade.

Quando eu mais precisava de apoio, quando eu criei coragem para dar um passo na nossa relação, quando eu percebi que sem você meus dias não tinham graça nenhuma, quando eu constatei que meu amor era maior do que eu esperava, quando senti que você era o meu "pra sempre", você foi embora. Saiu andando, sem nem olhar pra trás, sem se despedir, sem me deixar te abraçar uma última vez, sem explicações, sem amor.

E agora, nesse momento, depois de anos que você se foi, eu fico aqui sentada, olhando pro céu, escutando todas as músicas que me lembram você e pensando em nós dois. As lembranças ainda são muito vivas. Às vezes chego a sentir os seus braços em volta de mim. Sinto seu perfume, o gosto dos seus lábios. Mas você não se lembra de mim. Já esqueceu de nós dois. Está vivendo uma paixão. E eu sei que por mais que eu conheça os caras mais lindos, simpáticos, fofos, românticos, inteligentes e carinhosos, e me apaixone, eu ainda vou te amar. Porque você foi o meu primeiro e único amor verdadeiro.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Apenas uma carta


Mulher,
 se olho para a cama falta você, se vejo um filme não tem graça sem você pra rir dos meus comentários bobos, quando ando na rua sinto falta da sua mão segurando a minha, cada música que eu escuto me lembra nós dois, qualquer livro que leio me remete a você, se olho para o céu vejo teu rosto, vendo o pôr do sol me vem na memória aquele dia que sentamos em frente ao mar e ficamos abraçados vendo o sol sumir no horizonte.

 Faz tempo eu sinto sua falta, acho que desde o último segundo daquele dia terrível em que você decidiu ir embora e eu fiquei te observando até virar a esquina. Permaneci ali por horas pensando que talvez você pudesse se arrepender e voltar, com esperança de você aparecer na minha frente dizendo que me ama e que nossa história não acabou, nem vai acabar.

 Preciso dizer, antes que me afogue em meus próprios pensamentos, sinto saudades suas. Te ver sorrindo ao ver uma criança brincando na praia, ouvir tua voz me dizendo que estou errado (porque você sempre está certa), sentir o cheiro daquele seu perfume, te abraçar e querer não soltar mais. Aquela cara de brava quando faço alguma coisa errada, seu jeito bobo de brincar com meu irmão mais novo, sua esperança de que as pessoas serão melhores, o brilho dos teus olhos ao abrir a porta de casa pra mim. São tantas partes suas que me fazem falta. 

 Sim, eu amo você. E sei que também me ama, apenas está confusa agora. Fomos feitos um para o outro, eu amo todos os seus defeitos. Seu sorriso torto, as gordurinhas que você vive dizendo que precisa perder, o jeito grosso quando não está se sentindo bem, a cara de brava quando fica com fome ou quando está com muito sono e não te deixam dormir.

 O problema é que, mesmo com os defeitos, os erros, as gritarias, a grosseria, o ciúmes e tudo mais, eu ainda te amo com todas as minha forças e você ainda é a razão pela qual acordo todos os dias e sigo minha vida. Ainda tenho esperança de que você volte pra mim. Porque se não for você não será mais ninguém, eu não sei gostar de mais ninguém. Te amo mais do que já amei meus pais, meu irmão ou qualquer ser existente no universo. E esse sentimento não vai ter fim. 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Amigo namorado


 A lágrima rolou. Ela virou o rosto. O amigo a forçou a olhar em seus olhos. Ela não conseguiu esconder mais. Ele perguntou o motivo. Ela disse que não importava. Mas importava. Ele insistiu. Ela pediu para ficar sozinha. Ele não queria, mas deixou, se virou e foi embora.

 Ela chorou por horas. Escutou todas as músicas que a fazia lembrar dos dois juntos. Não imaginava que se separariam algum dia. Mas o idiota foi embora. Fugiu pra longe do amor dela. Ela sentia um vazio na sua vida. Então ele, o amigo bobo, que sempre estava do lado dela, tentou fazê-la se sentir melhor, mas não tinha jeito. O idiota não saía da mente dela.

 Ela estava deitada em sua cama quando ele ligou. Ele a pediu para ir na casa dele. Ela foi. Ele abriu a porta, parecia nervos, e pediu para ela ir até o quarto com ele. Eles foram e se sentaram na cama dele. Ela perguntou o que ele queria com ela. Então ele pegou seu violão e começou a cantar pra ela. Uma música diferente. Ela não conhecia. Ele olhava nos olhos dela. Era uma composição dele pra ela. Ao terminar ele ficou um pouco sem graça. Ela sorriu e disse que a canção era linda. Ele riu e agradeceu. Ela disse que precisava ir, deu um abraço no amigo e foi embora. Ele ficou sentado, olhando ela ir, sem dizer nada, sabia que ela precisava de tempo.

 O tempo passou. Eles não se viram por uma semana. Ela mandou uma mensagem pedindo que ele fosse vê-la. Ele foi. Ela o recebeu em casa e foram para o quarto dela. Ele estava muito ansioso. Ela também. Os dois se olharam. Não conseguiam desviar. Ela chegou bem perto dele. Os dois respiraram fundo. Ninguém precisava dizer nada, eles sentiam. Ele a beijou. Começou devagar, ele segurava-a pela cintura. As mãos dela estavam no pescoço dele. Eles foram andando até caírem na cama dela. Ele começou a beijar o pescoço dela. Ela passava as mãos pelo cabelo dele. O beijo começou a ficar mais intenso. Mas ela o afastou. Eles ficaram conversando por algum tempo. Ele teve que ir para casa. Se despediram. Ele foi embora. Ela ficou olhando pela janela até ele virar a esquina. Finalmente tinha encontrado o cara certo. Sempre soube que o seu melhor amigo era o seu amor verdadeiro. Se envolvera com outros caras pra tentar esquecê-lo, mas no fundo sabia que ele era o único.