terça-feira, 14 de abril de 2015

Family

Segundo o dicionário, família é:
"[...] conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco entre si e vivem na mesma casa formando um lar."

Existem diferentes tipos de famílias, algumas são pequenas, outras grandes. Umas tem bons relacionamentos entre si, outras nem tanto. No mundo atual, nem sempre os casais são do mesmo sexo. Em alguns casos, o pai ou a mãe cria seus filhos sem um cônjuge. E ainda existem as tradicionais, com pai, mãe e filhos. Nenhuma delas é a certa ou a errada, cada uma tem suas características, sejam elas positivas ou negativas. E em cada caso temos que aprender a conviver em harmonia, aceitando nossas diferenças e compreendendo que todos passamos por momentos bons e ruins, ficamos estressados, chegamos cansados, nem sempre estamos de bom humor, etc.

Irmãos costumam brigar muito, mas é normal. Porque eles vivem disputando, às vezes até sem perceber, a atenção dos pais. Não que isso signifique que eles se odeiem, muito pelo contrário. Pais também discutem. Tios, primos, sobrinhos. Todos, em algum momento, podem se desentender, mas com certeza eles se amam. Isso é família. Dividir alegrias, tristezas, confusões, lembranças, dificuldades e todo tipo de sentimento. Fácil não é, mas o que é certo sempre é mais difícil.

A minha família é daquelas bem tradicionais. Meus avós tiveram muitos filhos, então eu tenho muitos tios. E, consequentemente, um número maior ainda de primos. Eu nem conheço todos, porque moram um pouco distante e acabo não tendo muito contato. Reunir todos é bem difícil e não acontece muitas vezes. Somos muitos, com muitas diferenças, mas quando nos encontramos somos apenas uma família. Esquecemos os nossos defeitos, ficamos conversando, relembrando e revivendo a infância.

Além dessa minha grande família, de sangue, existe uma "segunda família" na qual eu me encaixo. É como se eu tivesse alguns irmãos, sobrinhos e outros pais. É que a amizade foi crescendo tanto que acabaram se tornando uma parte de mim e eu os amo como se fossem realmente meus parentes. Não sei porque nem como eles surgiram em minha vida, só sei que foi a melhor coisa que me aconteceu. Descobri um amor novo, diferente e incondicional. Não que eu não ame minha parentela de sangue, porque eu amo. Mas eu aprendi a amar esses novos integrantes, que não têm parentesco algum comigo e que nem tem os mesmos traços genéticos que eu.

Não há explicação plausível para o amor. Logo, não existe uma forma de esclarecer como funciona esse grupo de pessoas que nomeamos família. Se divergimos, tentamos compreender. Se convergimos, comemoramos. Porque nós nos aceitamos, compartilhamos, convivemos. Nós nos amamos. É simplesmente complexo demais para tentarmos desvendar esse misterioso amor. Então, não tentemos entender, mas sim viver esse sentimento que une tantas pessoas por todo o mundo.

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