Encontrar o ponto inicial de uma história é uma tarefa um pouco complicada e, nem sempre é possível. Só que, no meu caso, eu sei que tudo começou naquela noite do dia 13 de agosto de 2011. E, apesar de ter se passado um bom tempo, ainda me lembro de todos os detalhes. Não sei se é idiotice minha ou se o cara dessa história pode ser considerado o meu primeiro amor. Parece até que estou falando de um conto de fadas, né? Mas não é, é a minha vida mesmo. Enfim, vou contar como foi o início desse romance (se é que posso chamar assim).
Era a festa de aniversário de 15 anos de uma amiga e eu estava sentada numa mesa conversando com algumas meninas, quando um amigo meu apareceu e me perguntou se eu aceitava ficar com o irmão dele. Como eu sou dessas que finge que é difícil, falei que ia pensar e, assim que ele saiu de perto da mesa, perguntei para as minhas amigas o que elas achavam disso. Elas disseram que era pra eu aproveitar, então, eu aceitei e acabei gostando de ficar com o garoto. Passamos o resto da noite juntos, conversamos bastante e antes de ir embora ele pediu para continuar conversando e ficando comigo. Eu disse que sim.
Na semana seguinte, no intervalo da aula, ele veio conversar comigo. Isso se repetiu por alguns dias e acabamos nos aproximando. Depois de umas duas semanas nesse relacionamento sem nome, foi o meu aniversário. Ele me deu chocolates de presente, além de ter ajudado as minhas amigas a fazerem uma festa surpresa pra mim. Nem preciso dizer que chorei muito nesse dia, né?
Alguns dias depois, ele disse que queria conversar comigo, mas o horário de aula começou e a conversa ficou para o intervalo. Assim que o sinal para bateu nos encontramos, perguntei o que ele queria falar e, depois de muita enrolação e uma quase briga, ele me pediu em namoro. Lógico que aceitei, já estava apaixonada. E, a partir daí, foi romance puro (até demais). Depois de um mês juntos, já estava na hora de contar aos meus pais, mas eu não quis, fiquei com medo de eles não aceitarem. Só que o garoto acabou me pressionando e eu tive que contar para a minha mãe. Ela não aceitou, disse que eu era muito nova e que não estava na hora de namorar. Fiquei indignada, mas acabei concordando com ela e terminei o namoro. Foi horrível.
O fim desse relacionamento foi, no início, tranquilo. Me senti um pouco livre, porque ele era muito pegajoso. Mas essa sensação de liberdade não durou muito. Uns três meses depois eu comecei a perceber que realmente gostava dele e que não importava o que meus pais disessem eu queria ficar com ele pra sempre. Só que a vida não é um conto de fadas, ele já tinha me esquecido e estava ficando com outra garota.
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