terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Acreditar?

  Quando eu era pequena acreditava que podia confiar nas pessoas mais próximas a mim. Infelizmente, a vida acabou me mostrando como existe falsidade nesse mundo. Algumas amigas de infância, que eu jurava que seriam para sempre minhas amigas, se afastaram e se tornaram pessoas totalmente diferentes e agora eu vejo o quanto a minha mãe tinha razão quando dizia que se deve ter sempre um pé atrás ao confiar em alguém.

  Não digo para não confiar, mas para ter cautela ao acreditar nos outros. As pessoas são invejosas, querem o que você tem e, muitas vezes, dizem ser quem não são apenas para conseguir o que querem. Se você for útil, então terá a "amizade" deles. Mas amizade não é uma troca de favores.

  Confiar pela primeira vez é fácil, mas se em algum momento você perder esse sentimento não será fácil tê-lo novamente. Somos muito sensíveis quando se trata de confiança. Vivemos em um mundo onde os relacionamentos se baseiam na empatia, o que a torna essencial a todos nós.

  Pensamos que é fácil crer em alguém de coração só que na verdade é muito complicado. Podemos pensar que confiamos na pessoa, mas a realidade é que estamos sempre esperando uma prova de que podemos acreditar na veracidade de suas palavras e atos. Alguns dizem que se você não confia é porque não é confiável. Mas vai dizer isso para quem já foi traído ou que já acreditou em alguém que foi idiota.

  E se é difícil ter crença em pessoas que você conhece, imagina acreditar naqueles que não conhecemos? A nossa natureza não nos permite ter essa empatia e nem sempre é por questões sentimentais. Nem mesmo os animais criam laços de confiança completa. Não seriam os seres humanos que fariam isso sem pensar duas vezes, até porque somos os únicos animais que têm razão (segundo os cientistas).

  Às vezes, acho um tarefa muito pesada pra mim confiar, tanto nas outras pessoas como em mim mesma. Tudo que aprendi sobre isso foi que não se pode acreditar em ninguém de olhos fechados. E talvez por isso não tenho fé naquilo que sou. Se somos todos iguais e não posso crer nos outros, como eu poderia esperar algo de mim?

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