Desculpa. Eu estou sempre confusa e acabo confundindo você também. É que a vida foi dura comigo. Muito antes do que eu esperava eu já sofri por um amor não correspondido. Eu não imaginava que alguém pudesse fazer eu me sentir tão mal. Achei que era erro meu, que tinha sido uma pessoa ruim, que não era possível ser amada.
Desculpa. É que eu sou cheia de problemas. Tenho medo de gostar, de me apaixonar, de me entregar. Não é por falta de confiança, eu acredito em você. Mas quem sofre por amor uma vez, não esquece. E, pra mim, não tem sido fácil há muito tempo. Vivo tentando ficar bem, tentando ser melhor, tentando não me machucar, nem machucar ninguém. É complicado acreditar que vai dar certo dessa vez, já que deu errado quando pensava que seria pra sempre.
Desculpa. Às vezes eu sou um pouco indiferente. Tento não deixar transparecer meus sentimentos, tento até mesmo não senti-los, mas não é culpa sua. Isso é defeito meu. Tenho sérios problemas com o amor. Acredito nele. Mas não que vá acontecer comigo. E, quando chega perto de acontecer, eu travo, fico com medo e fujo. E sei que sou cheia de manias bobas e que elas te irritam. Mas eu sou
assim. Acredito em coisas idiotas. Acho que é uma maneira que encontrei
de continuar acreditando em algo.
Desculpa. Não quero te magoar. Você me faz muito bem. Quando estou pensando em nós a vida fica mais bonita. Mas aí, o medo bate na minha porta. E eu não sei fazê-lo ir embora. Preciso aprender a esquecê-lo, mas não é fácil. Sinto muito se não consigo te dar o que você me dá. Só não desiste de mim. Um dia eu deixo o passado pra trás e vou viver com você.
Desculpa. Nem sempre penso nos sentimentos dos outros. Passo tanto tempo achando que meus problemas não têm solução que acabo me esquecendo que não sou a única que tem problemas. Parece egoísmo, eu sei, mas é que eu fico o tempo todo tentando aparentar bem e é difícil quando, na verdade, estou péssima.

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