terça-feira, 7 de abril de 2015
Um sentimento: amor
Desde que eu me lembre, durante toda a minha vida eu sempre me inspirei em contos de fadas. Não que eles existam, porque eu sei que eles são idealizações de algo maior, de sonhos, coisas que nós, meros humanos, não conseguimos viver de fato em nossa realidade. Essas histórias surgiram para nos dar esperança, para nos ensinar a acreditar, para nos mostrar que tudo é possível, para nos permitir ver como nossas vidas seriam se fôssemos menos complicados, menos medrosos, menos desconfiados de tudo e de todos. Se tivéssemos a simplicidade e honestidade das crianças seríamos mais como as personagens dos romances que tanto queremos vivenciar.
Por mais que seja difícil acreditar que é possível viver algo bom e sincero, como acontece em tantos livros que guardo nas minhas prateleiras, eu ainda tenho um pingo de esperança, bem lá no fundo, um pouco escondido do mundo, mas eu acredito. E é possível. Basta ter coragem para buscar o que queremos. E devemos ser gentis. A gentileza vem da bondade e nada no mundo supera esse sentimento. Pode-se até mesmo dizer que eu penso como uma garotinha de 6 ou 7 anos. E é verdade. Eu tento preservar essa menina que existe dentro de mim o máximo possível, porque eu sei que quando ela for embora o mundo será mais frio, mais triste e não haverá amor no meu coração.
Eu já sofri muito, confesso, e cheguei a duvidar dos poderes mágicos do amor. Mas, de repente, assim meio distraidamente, apareceu alguém. Veio de forma natural, não num cavalo branco. Nos conhecemos, ficamos amigos e um dia aconteceu. Não sei explicar e não vejo motivos para tentar. O que eu posso dizer é que eu esqueci do mundo naqueles minutos, deixei de lado todas as minhas preocupações, nada me interessava mais do que os olhos dele. Não vou dizer que foi perfeito, mas foi quase. Foi lindo. Inexplicavelmente mágico. Se é amor? Não faço a mínima ideia. Só sei que agora eu tenho uma necessidade gigante de vê-lo, de ouvi-lo, de estar com ele. Sei que nem mesmo a distância entre nós acabará com esse sentimento.
Nesse minuto, sentada aqui em meu quarto, eu tenho certeza de que existem histórias de amor verdadeiro reais. Elas podem não ser como os livros que lia na minha infância, mas são igualmente belas e honestas, com um pequeno toque de magia. Mas essa mágica é diferente, não tem uma fada madrinha para me ajudar, mas tenho o sentimento dentro de mim, que me dá forças para lutar pelo amor. Esse sentimento que existe de várias formas, que não possui distinção de raça, cor, credo, classe social, idade ou sexo. Mas que persiste por séculos nos corações humanos que ainda tem coragem para crer nele. Eu sou uma das pessoas que carrega esse sentimento. E pretendo repassá-lo, porque o amor não merece ser preso ou ficar guardado. Ele tem o direito de ser espalhado pelo mundo afora, de qualquer jeito, sem preconceito.
Posso não receber nada em troca, posso talvez me decepcionar, quem sabe me enganar ou me machucar. Só não posso desacreditar. Não devemos pensar que o amor vem de alguém, ele não vem, ele está dentro de cada um de nós. Às vezes, por circunstâncias que desconhecemos, nós não conseguimos nos libertar e nos doar para as pessoas com um sentimento verdadeiramente genuíno. Mas eu tenho certeza absoluta de que o amor faz milagres. E esses acontecem diariamente, talvez sejam pequenos, mas eles estão por aí nos mostrando que todos sentimos algo. E que se houver alguma parte de nós que ainda continua acreditando, então o amor permanece vivo e mudando a nós todos, de dentro pra fora. Um pouquinho de cada vez, para não assustar ninguém. Passando por várias e várias gerações. Até o fim dos tempos.
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Amei! Me identifiquei!!!!
ResponderExcluirMuito bom saber disso!! :)
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